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<title>A Memória Inventada</title>
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<description><![CDATA[</p><a href="mailto:memoria_inventada@hotmail.com"><i><img alt="envelope.gif" src="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/envelope.gif" width="27" height="20" border="0" />
</i></a>
</p>
<FONT SIZE=2>Vasco M. Barreto & Andrade <FONT SIZE=1>(bonecos)</FONT></FONT>]]></description>

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<title>Pausa</title>

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<description>A colagem excessiva à actualidade, as polémicas do dia e birras com bloggers corromperam o MI. Só me resta interromper actividades e abandonar a blogosfera por tempo indeterminado. Entro em período de reflexão, possivelmente num chalé desta Nova Inglaterra, onde tentarei aproveitar o Verão Indiano para ler e pescar, reencontrar o equilíbrio com a natureza e rachar lenha à machadada, sem escamotear a reflexão sobre os desafios que o nosso país enfrenta e uma ocasional partida de dardos no aconchego do crepitante fogo da lareira. Marcamos encontro em 2008. Até lá, livrem-se de morrer. Imagem: Joe Dassin e felino. Adenda: &quot;ornithorhynchus paradoxus&quot; escreve-se em itálico, com maiúscula no género e minúscula no epíteto específico. Não há disciplina mais açoitada na blogosfera do que a Zoologia... Hum, a adenda justifica o post, não sobram dúvidas de que é preciso baixar o grau de acidez....</description>
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<title>A ordem dos factores</title>

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<description>A coroar uma tarde particularmente agradável, vejo uma rapariga de minissaia, em Greenwich Village, montada numa bicicleta, com o ar selvagem e saudável das camponesas italianas, suas pernas iluminadas pela luz difusa dos faróis ao lusco-fusco. Cruzamos olhares - enfim, atravesso-me no seu campo de visão -, tento guardar a imagem dos seus olhos claros e do conjunto. Minutos depois, ainda na mesma rua, cruzo-me com uma drag queen horrenda. Deve haver lugar no mundo para toda a gente, mas, Senhor, da próxima vez envia-me a drag queen primeiro e a italiana do velocípede depois....</description>
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<title>You tube</title>

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<description> Currently I play with my jazz trio (tap-guitar, bass and drums). We play jazz standards and our own compositions. I play classical music too - I like listening Bach, Chopin and Beethoven, but in the future I want to play only Bach tunes - this is what I like. Adam Fulara Andava eu à procura do Gould e descubro este Fulara, um engenheiro da Polónia....</description>
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<title>Gould</title>

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<description> Havia bons motivos para ter cedido à gouldomania, mas não chegou a acontecer. É também inegável que as ideias de Gould sobre a perda de importância do concerto e a hegemonia da gravação estavam erradas. Dito isto, depois de ouvir as banalidades que celebridades como Yo Yo Ma debitam sobre os problemas da interpretação, é inegável que Gould era matéria humana de primeira água para documentário. O trecho é, salvo erro, do documentário Hereafter, de Bruno Monsaingeon....</description>
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<title>Simplex</title>

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<description>Não acho que cidadãos maiores e vacinados (aliás frequentemente, e com diversas substâncias) devam ser detidos à conta dos extremos testes a que submetem as entranhas. Porém, é polémico que se gastem fortunas a salvá-los deles próprios. Polémico e ocasionalmente ridículo: no que respeita às seringas nas prisões, o Estado estará, no limite, a fornecer ao heroinómano os meios para que continue a cometer o crime pelo qual foi condenado. Rezo para que o paternalismo não alargue o método aos homicidas. Alberto Gonçalves O pessimismo antropológico não é um exclusivo da direita, apenas o seu uso inconsistente. Alberto Gonçalves simplifica um problema complicado, sendo autisticamente optimista e cândido quanto à possibilidade de se fazer das nossas prisões um centro de atendimento de toxicodependentes. Umas Taipas de choque. A realidade é um pouco mais complexa. A droga entra nas prisões e só pode ser este o ponto de partida de qualquer discussão sobre o assunto. Enquanto este problema persistir, distribuir seringas lá dentro não é diferente de as distribuir cá fora. Mas é possível que Alberto Gonçalves também pense que tentar minimizar propagação de hepatite B e HIV entre os toxicómanos seja uma intolerável forma de paternalismo. Rezo para que não seja o caso, mas o pessimista sou eu....</description>
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<title>Silvio</title>

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<description> E aqui, com uma louvável falta de estilo, à seminarista....</description>
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<title>Silvio</title>

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<description> Custa-me admiti-lo, mas há um vaga parecença entre Luís Filipe Menezes e Silvio. É também um imperativo moral esclarecer os leitores menos familiarizados com os detalhes da biografia de cantor, antes que algum dos Atlânticos fique agarrado: Silvio é um cubano castrista e poeta de Che, uma espécie de voz oficialmente não oficiosa do regime. Ninguém é perfeito....</description>
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<title>Silvio</title>

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<description> No hay nada aquí solo unos días que se aprestan a pasar solo una tarde en que se puede respirar un diminuto instante inmenso en el vivir después mirar la realidad y nada más, y nada más. «Mujeres», 1974...</description>
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<title>Silvio</title>

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<title>Silvio</title>

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<description> Alguém me disse que este homem canta com o útero. É mais ou menos isso....</description>
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<title>Quadros de uma exposição</title>

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<description>Quadros de uma Exposição, de Mussorgsky, pode ser uma showpiece mas é sublime. A forma como o tema volta, quando nos julgávamos já perdidos, dá-lhe uma dimensão quase popular, apesar da complexidade de certas passagens. E fica sempre a ideia de uma narração, mesmo falhando a evocação - e na música sempre falha, excepto quando se recorre ao canto, a onomatopeias ou outras soluções caricaturais. Mais suite do que variações sobre um tema, escrita durante o apogeu da harmonia total, tem uma riqueza que falta a outro crowd pleaser, as Variações Goldberg. E o final absolutamente majestoso, com aqueles acordes gordos, arrebata-me sempre. Arrebata toda a gente, até uma plateia em que a média de idades devia andar perto dos 70 anos. Pago para ver esta peça ser tocada ao vivo, mas ontem foi de graça e ainda soube melhor passar o dia a assobiar isto:...</description>
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<title>Saudades de Hernán Cortés</title>

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<description>O blogger intimista é um conquistador hipócrita, o pior dos imperialistas. Faz-se passar por amigo dos colonizados, mas não admite qualquer interferência destes, a menos que lhe convenha. Ele espalha a sua intimidade por todo o lado, cercando os anónimos, mas se estes ousam responder fazendo uso dos elementos que lhes facultou, são postos no seu lugar. Escrevo por mim, que os outros - como se percebe - não admitem que se escreva por eles....</description>
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<title>&quot;Luís Filipe&quot;</title>

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<description>Está encontrada a fórmula para fazer do vosso rebento um homem de sucesso, na política (Menezes), no desporto (Scolari), nos negócios (Vieira). Negar isto ao bebé só para honrar a memória do avô? Sejamos sérios. Sobra um problema. Se os portugueses aderem, um efeito secundário é a ilusão nobiliárquica. Teríamos, nas creches, nos infantários, nos liceus, nos locais de trabalho, entre os cardeais, nos lares, o Luís Filipe I, o Luís Filipe II, o Luís Filipe III, o Luís Filipe IV... A eleição de Luís Filipe Menezes é um enorme risco para o país, mas de um modo muito mais profundo do que se julga. É a República que está ameaçada, já na próxima geração. Não percebo como este perigo não foi discutido por esse grande e imparcial analista político que é o Professor Marcelo. A propósito, a já muito comentada previsão do Professor Marcelo (I, II...) é um belíssimo exemplo da nossa amnésia colectiva, pois parece que só as previsões conhecidas depois dos resultados estão sujeitas a avaliação. Mas qual teria sido a motivação de Marcelo para na véspera escrever o texto? O coice de adrenalina, não vejo outra explicação. É verdade que se aposta em cavalos com probabilidades bem menos favoráveis que as de Marques Mendes, mas nas corridas o prémio reflecte aritmeticamente a ousadia. Neste caso, acertar traria dividendos a Marcelo que nunca compensariam o ridículo de declarar a derrota de Menezes ignorando a realidade. Não se percebe, a menos que o Professor Marcelo já não conheça o seu partido. Enfim, o comentário político vicia, como o jogo. O sermão domingueiro vai ser divertido....</description>
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<dc:date>2007-09-29T12:56:50-05:00</dc:date>
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<item rdf:about="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007_09.html#254947">
<title><![CDATA[Amílcar</p><i><FONT SIZE=1><a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/cat_infidelidades.html">Infidelidade: uma abordagem prática (19)</a></FONT></i>]]></title>

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<description>&quot;Uma puta&quot;. Se não chega a impressionar como corolário, havia ali reflexão profunda e frustração, por sentir que perdera o timing para o crime passional, para a indignação e até para o direito à dor. Estas coisas prescrevem e convém delas usufruir a devido tempo. O crime? Aos 5 segundos. A indignação? Válida até aos 5 meses, dependendo das circunstâncias. A dor? Teoricamente pode chegar aos 5 anos, embora após alguns meses já não haja grande pachorra para aturar o queixoso. A vida é finita. Se ao menos ele pudesse recuar cinco meses e escaqueirar-lhe o serviço Companhia das Índias... &quot;Uma puta&quot; saía-lhe agora sumido. A expressão nem era dele, aproveitara-a de um seu amigo que a soltou quando inteirado dos detalhes, não fazia justiça aos argumentos que aguentou no ar, à malabarista, nos limite de elasticidade da lógica e, o que era pior, não reflectia o que sentia, apenas o que lhe parecia correcto pensar. &quot;Puuutaaaa&quot;, desta vez com as vogais bem demoradas. E depois quase brincando, à Nabokov: &quot;Puu. Uuu. Taaa&quot;. Não havia sinal mais claro de que Amílcar era um encornado complacente. O problema agravava-se porque a presença ainda insinuante dela criava a possibilidade de uma dor de corno futura que se juntava à dor presente. Se deste perigo ninguém pode à partida estar salvo, no seu caso talvez não fosse capricho exigir garantias de que a parelha infiel não fosse recidiva. Só que “Trai-me, mas com outro” foram palavras que não lhe chegou a dizer. Amílcar não era dado a subtilezas nem a rasgos de imaginação e atalhou, vingando-se. Uma vingança preventiva, justificada pelos eventos passados mas em que se tenta salvaguardar o futuro. Daquela última vez, “puta” saiu-lhe de novo sumido, enquanto lia a frase desenhada a fumo lá no alto. “a…t...u...p”, um artigo indefinido, o verbo curto, dois pontos (a vírgula era mais cara) e o nome dela, por fim, apenas o nome próprio - tudo soletrado pelas caudas dos aviões em formação. As letras esbateram-se depois lentamente no azul, sem que ele tirasse os olhos do céu. Esperou, para que se pudesse despedir já sem o insulto a pairar, acompanhando apenas a morte da letra com que por escrito a tratava. Mas não havia forma de saber se ela olhava o céu naquele momento e foi coisa para ter durado só alguns segundos....</description>
<dc:subject>Infidelidades</dc:subject>

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<dc:date>2007-09-28T07:51:17-05:00</dc:date>
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<item rdf:about="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007_09.html#254935">
<title>Lobo mansinho</title>

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<description> Censurei um post; o que queria escrever aproxima-se mais disto: Estas bojardas não são propriamente uma novidade e ninguém as leva muito a sério. É verdade que António Lobo Antunes também conquistou, por força do talento e do hábito, o direito de ninguém o tomar por mitómano e o seu auto-elogio resiste ao ridículo, coisa que Vasco Graça Moura não pode reclamar quando se lembra de escrever mais um dos seus célebres panegíricos a um líder do PSD. A megalomania de Lobo Antunes - ninguém trabalha como ele, ninguém escreve como ele, ele não aguentará o seu nível de escrita por muitos mais anos, ele faz sucessivos anúncios do antepenúltimo romance - não foi amenizada pelos prémios que tem recebido e vem aumentando, mas em crescendo controladíssimo, temperado pela ironia. Lemos e comentamos: &quot;lá está o Lobo Antunes a armar-se em Lobo Antunes&quot;. Faz parte da cena cultural portuguesa, não incomoda. E de tanto se anunciar, o Lobo desmaterializou-se. Não deixa de ser uma variação interessante de uma parábola conhecida, embora o mérito seja acidental e, ao contrário da versão original, o clímax pareça comprometido à partida. Em todo o caso, não se concebe um bom remate sem qualquer coisa de burlesco. Mas como se trata da realidade, o melhor é aguardar....</description>
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<dc:date>2007-09-27T18:20:40-05:00</dc:date>
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